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Ser criança.

Ser_criana_1_-_finalPor: Dra. Eliana Marcello De Felice, Psicóloga, possui graduação pela USP, especialização em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae, mestrado e doutorado em Psicologia Clínica pela USP.

A felicidade de nossos filhos preenche nosso mundo de contentamento e de um estado de espírito contagiante que nos faz relembrar os prazeres vividos em nossa própria infância.

Esse estado de espírito se relaciona com a espontaneidade e a criatividade que são características da infância. As crianças que crescem livres para se expressar revelam sua capacidade de serem criativas e o prazer de serem espontâneas e verdadeiras. Ou seja, revelam sua personalidade, seu jeito próprio de ser. A liberdade favorece que as crianças possam expressar quem elas são verdadeiramente. Tudo isso se relaciona com a formação da identidade de nossos filhos, que é constituída gradualmente, ao longo do tempo, tendo seus alicerces estabelecidos durante a infância, desde os primeiros tempos de vida, sobre os quais se estruturarão as grandes características da personalidade e identidade de uma pessoa.

A criança não conhece a si mesma, ainda não sabe quem é e não formou inteiramente o sentido de EU. É com a ajuda dos pais, que servem como “espelhos” lhe devolvendo a própria imagem, que a personalidade infantil surgirá. Isso quer dizer que os pais possuem a importante função, entre tantas, de receberem a personalidade em formação do filho, reconhecerem-no como um ser único e refletirem o que vêem. É assim que a criança vai se conhecendo, se reconhecendo e se descobrindo. Nossos filhos nos despertam expectativas e sonhos que renovam nossas vidas e trazem uma deliciosa descoberta: as aspirações dos nossos filhos. É a partir dessa descoberta que visualizamos que nossas crianças são indivíduos que possuem identidade própria, baseada em afetos e desejos que servirão como guias para suas ações no decorrer da vida.

Sabemos que a criança de hoje formará o adulto de amanhã. É claro que as renovadas experiências que a vida nos concede acrescentam elementos valiosos para nossa personalidade. Mas a criança jamais deixa de existir em nós. É essa criança interior que nos faz ser espontâneos, criativos e verdadeiros.

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